Não combata os sintomas

Não combata os sintomas

Amigos,

Sempre notei que a maioria dos gestores tem dificuldade em resolver problemas de gestão por focarem na solução errada. Eles combatem os sintomas mas nunca a causa. Estou tão ciente disso que chego a afirmar que mais de 80% dos problemas de gestão nas empresas são sintomas de falhas processuais não identificadas. Essas falhas processuais são como uma doença, apresentando sintomas crônicos nos demais processos da empresa. A grande sacada é buscar a causa do sintoma ou seja, a “doença”, e saná-la. O que estou expondo é algo tão óbvio que qualquer estagiário de administração sabe e concorda com isso. Então por que isso não é feito? Por um simples motivo: “Quem trabalha não tem tempo para ganhar dinheiro”. Essa frase parece contraditória, mas não é. O que eu quero dizer é que existem gestores que se focam em tarefas operacionais, não encontrando tempo ou condições de trabalhar gerencialmente na empresa. Sendo assim, não conseguem analisar os problemas de um prisma gerencial e identificar as causas das falhas.

É possível com algumas perguntas básicas identificar as causas das falhas, analisando sempre sob a ótica de um fluxo de informações que trafega na empresa, seja essa informação de origem digital, física ou processual:

  1. O problema deriva de uma informação errônea proveniente de outra área, processo ou departamento?
  2. O problema deriva da falta de informação proveniente de outra área, processo ou departamento?
  3. O problema deriva de uma má compreensão da informação proveniente de outra área, processo ou departamento?

Fazendo a análise no sentido inverso ao fluxo da informação que corre na empresa e aplicando essas perguntas chaves, é bem possível ter um direcionamento da origem do problema. Notem que eu sempre coloco a informação como fator a ser analisado. Toda informação é subjetiva e depende muito do colaborador que irá fazer a análise. Empresas que possuem um baixo índice de capacitação profissional deverão ter em contra partida processos mais automatizados de forma a suprir essa carência. No lado oposto as empresas com maior capacitação profissional, tem a tendência de ter mais riscos em relação à interpretação das informações, caso o nível dos colabores envolvidos no fluxo da informação não esteja nivelado.

O fluxo de informação dentro de uma empresa não é constante  muda de acordo com a evolução de seus processos internos. Por isso métodos de controle de qualidade como a ISO tendem a normatizar esses processos a fim de diminuir as falhas no fluxo.

Não é recomendado deixar de evoluir para não ter problemas. As empresas que conhecem melhor suas informações tem mais chance de trabalhar os pontos positivos e negativos, e com isso se destacar em seu ramo de atuação.